O CASARÃO , A FLOR E O BANGALÔ…
22-11-21
Revisado.

(Obs. 08/10/2025). Data da publicação da foto do casarão do jeu tio- avô: Abraham Bemerguy , no município de Anajás, no arquipelágo do Marajô, no Pará, bem como da minha crônica ” O CASARÃO, A FLOR E O BANGALÔ”.

AUTOR: Menassé Bemerguy.

Lembranças de um tempo que não vivi…
Ah! O que será que viveria ao olhar para dentro desse casarão dos Bemerguy ,
à Beira do Tapajós ,
Há um sorriso que me espera perto dali…
E ao olhar para fora daquele Bangalô do Zitito …perto da Praça Brasil,
Fico… e grito: mamãe , Francisca,
Chegou o papito…
E o filho do timoneiro virava mar de emoções ao chegar o Barco Bemerguy Filho ou Gracirene…
O Menassé ( o poeta , filho do Isaac Bemerguy).
Esse menino … escreve bem…
E vaticinou …
Futuro literato ..
Fiquei feliz feito menino que nada no riacho…
Mas, o que encontraria?
Quem controla esse leme …
E vira a quilha na esquina do inusitado passado …
A saudade de um tempo furtado…
Ou a alegria de um reencontro com o Rio…
Ou o desassosego de outra Casa
Antiga e que vara noutra Rua…
O limoeiro que se espreguiça na terra…
A cerca de madeira pontiaguda…
O tanque , a tina.
O quarto nos altos ,
com janela para o quintal .
E me trouxe uma rosa crescente …
Maria…
E uma estrela cadente …
Que irradia beleza e cantoria …
J ó i l (a ) .
Ou grita num hiato…
J o í la…

No passado,
Casebre de taipa,
Amores bem acentuados…
Deve deixar descendentes,
O corpo dormente,
Feitos debaixo de conselhos
E consentimentos.
Replicando sinos,
relógios de carrilhões,
campanários e canções.
Rompe o dia …
Na rotina de antigos casarões,
E debaixo de archotes
Em segredos e sobrados …
Surdina , alegria e quietude ,
com amor de sobra…
Restam às fotos.
Faço poemas
e crônicas de costumes ,
Mas nunca perco a esperança
De um dia me reecontrar com minhas raízes…
E perguntar ao vento,
Que bate rente à Breves,
Em viagem longa,
E indagar ao Rio Tapajós…
Aos encantados da Ilha do Formoso em Penalva…
Onde está a lua alva…
A gravidez estelar …
E as constelações baixas…
Que me guiaram no mar sombrio..
E algo me responde …
Olhe para os céus
E lembre que o seu pai viu o cometa
HALLEY ,
E navegou muitas noites sem lua..
Sozinho e às escuras…
E sua Mãe , Francisca,
Lhe ninou na beira do trapiche
E acendeu velas e lamparina…
Para lhe dar de mamar …
Mesmo no eclipse do sol ou da lua…
E diziam que era o fim do mundo…
Mas eram os astros se manifestando…
E quem criou todo o firmamento?
Deus lhe diz:
Seja firme como o Monte Sião…
Lá de onde vieram os donos e filhos do Casarão…
E toda uma geração …
De cristãos ou judeus…
Que fazem parte da história…
Do livro sagrado de Deus..
E que cada Casa
seja um
Casario de esperanças ,
Olha a luz que se alonga sob cada telhado Colonial…
E veja que Jesus habita em cada Residência …
Olha a reticência para a refexão …
E feliz é a nação cujo Deus é o Senhor …
E abençoe cada Bemerguy…
E suas famílias…
Apague a dor de cada Bangalô
Ou Casebre e que a felicidade nunca seja Breve…
Sob bons ventos…
E seja instalado um novo tempo

Em que a bondade em nós seja grande…
E espaçosa…
Como dentro do Casarão …
E que lá se alongue dias – luz
De doçura …
E amor…
Bem tradicional…
Como sobrado…
E que toda noite seja encantada…
Como Natal…
Muito natural…
E toda manhã seja de ação de graças…
E que a poesia se propague…
Livre…como a liberdade…
De falar… pensar…
E até contestar esse poema…
Mas que tudo seja respeitoso…
Como o vento que sopra num campo de açucena ….
E seja solene como novena…
E viva a poesia …
E a liberdade de raiar o sol todo dia…
Sem contestação…
Quem criou tudo?
Deus…
E um vento forte derruba uma frondosa árvore…
Mas uma folha não cai…
Se não for a vontade do PAI…
Celestial…
Sinta o perfume de flor…
Jesus cura sua dor…





















Mostrar texto das mensagens anteriores

Tags:

Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *