O CASARÃO , A FLOR E O BANGALÔ… 22-11-21 Revisado. AUTOR: Menassé Bemerguy. Lembranças de um tempo que não vivi… Ah! O que será que viveria ao olhar para dentro desse casarão dos Bemerguy , à Beira do Tapajós , Há um sorriso que me espera perto dali… E ao olhar para fora daquele Bangalô do Zitito …perto da Praça Brasil, Fico… e grito: mamãe , Francisca, Chegou o papito… E o filho do timoneiro virava mar de emoções ao chegar o Barco Bemerguy Filho ou Gracirene… O Menassé ( o poeta , filho do Isaac Bemerguy). Esse menino … escreve bem… E vaticinou … Futuro literato .. Fiquei feliz feito menino que nada no riacho… Mas, o que encontraria? Quem controla esse leme … E vira a quilha na esquina do inusitado passado … A saudade de um tempo furtado… Ou a alegria de um reencontro com o Rio… Ou o desassosego de outra Casa Antiga e que vara noutra Rua… O limoeiro que se espreguiça na terra… A cerca de madeira pontiaguda… O tanque , a tina. O quarto nos altos , com janela para o quintal . E me trouxe uma rosa crescente … Maria… E uma estrela cadente … Que irradia beleza e cantoria … J ó i l (a ) . Ou grita num hiato… J o í la… No passado, Casebre de taipa, Amores bem acentuados… Deve deixar descendentes, O corpo dormente, Feitos debaixo de conselhos E consentimentos. Replicando sinos, relógios de carrilhões, campanários e canções. Rompe o dia … Na rotina de antigos casarões, E debaixo de archotes Em segredos e sobrados … Surdina , alegria e quietude , com amor de sobra… Restam às fotos. Faço poemas e crônicas de costumes , Mas nunca perco a esperança De um dia me reecontrar com minhas raízes… E perguntar ao vento, Que bate rente à Breves, Em viagem longa, E indagar ao Rio Tapajós… Aos encantados da Ilha do Formoso em Penalva… Onde está a lua alva… A gravidez estelar … E as constelações baixas… Que me guiaram no mar sombrio.. E algo me responde … Olhe para os céus E lembre que o seu pai viu o cometa HALLEY , E navegou muitas noites sem lua.. Sozinho e às escuras… E sua Mãe , Francisca, Lhe ninou na beira do trapiche E acendeu velas e lamparina… Para lhe dar de mamar … Mesmo no eclipse do sol ou da lua… E diziam que era o fim do mundo… Mas eram os astros se manifestando… E quem criou todo o firmamento? Deus lhe diz: Seja firme como o Monte Sião… Lá de onde vieram os donos e filhos do Casarão… E toda uma geração … De cristãos ou judeus… Que fazem parte da história… Do livro sagrado de Deus.. E que cada Casa seja um Casario de esperanças , Olha a luz que se alonga sob cada telhado Colonial… E veja que Jesus habita em cada Residência … Olha a reticência para a refexão … E feliz é a nação cujo Deus é o Senhor … E abençoe cada Bemerguy… E suas famílias… Apague a dor de cada Bangalô Ou Casebre e que a felicidade nunca seja Breve… Sob bons ventos… E seja instalado um novo tempo … Em que a bondade em nós seja grande… E espaçosa… Como dentro do Casarão … E que lá se alongue dias – luz De doçura … E amor… Bem tradicional… Como sobrado… E que toda noite seja encantada… Como Natal… Muito natural… E toda manhã seja de ação de graças… E que a poesia se propague… Livre…como a liberdade… De falar… pensar… E até contestar esse poema… Mas que tudo seja respeitoso… Como o vento que sopra num campo de açucena …. E seja solene como novena… E viva a poesia … E a liberdade de raiar o sol todo dia… Sem contestação… Quem criou tudo? Deus… E um vento forte derruba uma frondosa árvore… Mas uma folha não cai… Se não a vontade do PAI… Celestial… Sinta o perfume de flor… Jesus cura sua dor… Mostrar texto das mensagens anteriores